Por que eu escuto, mas não entendo?
Muitos pacientes apresentam curva audiométrica com limiares normais para frequências baixas (sons graves) e perda para frequências médias e altas (sons agudos).
Essa configuração de perda é bastante comum em pacientes com presbiacusia, perda auditiva relacionada ao envelhecimento.

Nestes casos, além de confundir alguns sons da fala durante a conversa o indivíduo deixa de perceber sons do dia-a-dia como campainha, canto dos pássaros, barulho da chuva.

Veja no audiograma abaixo que as vogais são mais intensas e estão na região de melhor audição pro paciente com presbiacusia. Já as consoantes estão nas frequências acima de 2KHz e com menos energia, exatamente onde a perda auditiva costuma ser maior.

As consoantes são mais importantes para a inteligibilidade de fala que as vogais. Por isso os pacientes escutam, mas não entendem.
 
Abaixo um exemplo de perda auditiva em frequências médias e altas. Observe que todos os sons abaixo da linha da audiometria são audíveis para o paciente, os que estão acima são inaudíveis. Por isso a sensação de ouvir e não entender. ​



Porque é importante saber como está escutando?
 
Conhecer bem a sua audição irá ajudar a entender:
  • O impacto da sua perda auditiva na comunicação;
  • Porque é capaz de ouvir alguns sons mesmo sem aparelho auditivo;
  • Porque alguns sons são mais difíceis que outros para detectar e compreender.

  • Os aparelhos auditivos têm por objetivo amplificar os sons da fala, entre outros, até a intensidade que o paciente possa ouvir, baseado nos resultados da audiometria. ​

    Lembre-se! Com distância fica mais difícil a compreensão da fala. Procure sempre estar perto de quem você quer conversar.